O clima de tensão no Irã voltou a ganhar força após a denúncia da família do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, condenado à morte sem direito a advogado. Soltani pode ser executado já nesta quarta-feira (14), afirmou a organização curdo-iraniana Hengaw.
Segundo parentes, eles só puderam vê-lo por dez minutos, sem acesso ao processo ou possibilidade de defesa. O jovem foi preso na quinta-feira passada (13), em sua própria casa, acusado de ligação com protestos antigovernamentais na cidade de Karaj. A família informou que as autoridades declararam a sentença “definitiva”, e a Hengaw diz ter sido notificada de que Soltani será executado por enforcamento, método mais usado no país.
A organização denuncia que o caso é mais um exemplo do uso da pena de morte como ferramenta de repressão. “O tratamento apressado e pouco transparente deste caso aumentou as preocupações sobre o uso da pena de morte para silenciar protestos”, afirmou a entidade.











