O Amazonas fechou 2025 com redução nos alertas de desmatamento e na área desmatada, em relação ao ano anterior.
A queda mostra uma reversão da trajetória recente, com menos focos detectados e menos hectares atingidos por corte de vegetação.
Os números oficiais indicam recuo tanto em registros quanto em extensão da área afetada, confira os dados e as cidades mais impactadas, conforme informação divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Dados gerais e comparação com 2024
Foram 2.798 registros, o menor índice desde 2017. O volume de alertas em 2025 representa uma queda de 28% em relação a 2024, quando foram registrados 3.897 alertas.
A área desmatada também diminuiu em 2025, totalizando 72 mil hectares, ante 79 mil hectares no ano anterior, o que corresponde a uma redução de 9,4%, e é o menor índice desde 2018.
Municípios com mais alertas e área desmatada
Entre os municípios, Apuí teve o maior número de alertas em 2025, com 543 registros. Em seguida aparecem Lábrea, com 334, e Boca do Acre, com 232.
Na medição de área, Apuí também liderou, com 18,5 mil hectares desmatados. Lábrea registrou 12,2 mil hectares e Novo Aripuanã chegou a 6,4 mil hectares.
Monitoramento e ações estaduais
O monitoramento é feito diariamente pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que usam as informações para orientar ações de combate e definir políticas ambientais.
Em 2025, o Ipaam aplicou R$ 271,9 milhões em multas ambientais. Desse total, R$ 179,3 milhões foram por desmatamento ilegal. Em 2024, o valor havia sido menor, R$ 194 milhões, sendo R$ 106 milhões ligados ao desmatamento.
Destino das multas e efetividade
O órgão explica que os valores das multas não significam arrecadação imediata, pois muitos processos ainda passam por defesa ou recurso, e o valor efetivamente recolhido vai para o Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), administrado pela Sema.
O Fema financia projetos de proteção ambiental no Amazonas, o que pode reforçar ações locais de prevenção, fiscalização e recuperação de áreas degradadas.











