Manaus, AM — Uma gestante de 29 anos afirma ter sido vítima de um diagnóstico equivocado de óbito fetal na Maternidade Moura Tapajós, localizada no bairro Compensa, Zona Oeste da capital amazonense. O caso ocorreu no dia 8 de julho e está sendo investigado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Segundo a denúncia, a paciente Jéssica Araújo, que está no sétimo mês de gestação, procurou atendimento após sentir dores pélvicas. Após avaliação clínica inicial e a realização de exames, foi informada por profissionais da unidade que o bebê estaria sem vida e orientada a realizar um aborto induzido.
No entanto, ao buscar uma segunda opinião médica em outra maternidade, foi constatado que o feto ainda apresentava sinais vitais.
De acordo com o relato, Jéssica passou por triagem, exames laboratoriais e uma ultrassonografia, durante a qual não foi permitido acompanhante. O laudo emitido na unidade indicava ausência de batimentos cardíacos. Com base nesse resultado, foi prescrita sua internação para realização de procedimento de retirada do feto.
A paciente, no entanto, relatou ter continuado a sentir movimentos fetais e decidiu procurar atendimento em outra unidade hospitalar, onde exames comprovaram que a gestação seguia normal e o bebê estava vivo.
Em nota oficial, a Semsa informou que abriu apuração para esclarecer os fatos e identificar as causas da divergência entre os exames realizados nas duas unidades. A secretaria destacou ainda que, segundo registros da maternidade, o atendimento prestado seguiu os protocolos clínicos previstos.
O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais após a própria paciente publicar vídeos e depoimentos sobre a situação. A Secretaria afirmou que está acompanhando o estado de saúde da gestante e que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas.











