Vereadores trocam farpas durante sessão, gerando polêmica sobre respeito entre parlamentares
Em mais um acalorado embate entre a base aliada e a oposição à Prefeitura de Manaus, os vereadores Jander Lobato (PSD) e Coronel Rosses (PL) se envolveram em uma troca de farpas na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Durante a sessão, Rosses, em tom irônico, disparou: “Infelizmente, muitos aqui estão com a focinheira na boca e não podem falar.” A declaração provocou uma reação imediata de Jander Lobato, que presidia a sessão.
“Hoje, a população de Manaus sabe quem é o rei da lambança e da mentira, e todos nós aqui nessa Câmara sabemos quem é. Infelizmente, muitos estão com a focinheira na boca e não podem se manifestar, mas eu posso”, respondeu Lobato.
Reforçando sua posição, o vereador Coronel Rosses afirmou que não se submete a pressões políticas para exercer seu mandato. “Sou dono da minha voz e da minha razão”, declarou, em um discurso repleto de críticas à base do prefeito David Almeida. Ele acrescentou: “Não preciso consultar prefeitos ou governadores para decidir o que devo ou não dizer. Não posso concordar com os absurdos que são feitos aqui contra a população apenas porque faço parte de um grupo. Votei contra porque acreditava que poderíamos ter feito justiça.”
O discurso fervoroso de Rosses foi uma resposta à crítica do vereador Raulzinho, que havia questionado os parlamentares que se opuseram ao reajuste salarial de 5,48% concedido aos professores da rede pública municipal.
A menção ao termo “focinheira” gerou desconforto entre os presentes. Jander Lobato considerou a fala desrespeitosa e pediu mais cuidado ao se referir aos colegas. “Vossa Excelência comete um equívoco ao usar o termo ‘focinheira’, porque aqui não temos cachorros. Pode haver quem se ache mais macho do que os outros, embora eu ache improvável. O senhor tem o direito de falar e discursar como quiser, mas não deve faltar com respeito aos colegas ao mencionar ‘focinheira’. Aqui não há animais”, enfatizou Jander.
Diante da reprimenda do presidente da sessão, Coronel Rosses tentou justificar seu uso do termo, alegando que era uma expressão comum no meio militar.











